| Em uma partida de futebol, é fácil identificar um vasto repertório de marcas, que vão desde os bares até os patrocinadores estampados nas camisetas dos clubes. Em comum entre elas, o fato de serem conhecidas do grande público, terem grande projeção nacional e disporem de muitos recursos para apostar em publicidade no esporte mais acompanhado no mundo. Investir no esporte mais popular do Brasil para expor a marca, no entanto, está longe de ser uma ação exclusiva das grandes empresas. Desde as lojas que vendem uniformes de clubes, passando pelo licenciamento de produtos, ações através de mídias sociais até os calções usados pelos jogadores em campo, cresce o número de pequenas e médias empresas se inserindo no segmento. Segundo estudo da empresa de auditoria e consultoria Crowe Horwath RCS, em 2009 os clubes de futebol no Brasil geraram R$ 270 milhões em receitas com cotas de patrocínios e investimento publicitário, um crescimento de 29% em relação a 2008. Segundo uma perspectiva denominada realista da empresa, o volume de patrocínio direto no futebol brasileiro deve ter chegado a R$ 505 milhões em 2010 e pode totalizar R$ 790 milhões em 2014. Já segundo a perspectiva otimista, o volume acumulado pode chegar a R$ 571 milhões em 2010 e ultrapassar R$ 1 bilhão em 2014. Outro estudo, este da FGV (Fundação Getulio Vargas), aponta que a Copa do Mundo de 2014 deve gerar oportunidades de negócios para 7,7 mil MPEs (micro e pequenas empresas) nas 12 cidades-sede da competição. O número engloba nove setores da economia: construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção associada, agronegócio, madeira e móveis, têxtil e confecção, comércio varejista e serviços. Dessas áreas, as quatro primeiras já tiveram seu mapeamento de oportunidades finalizado. A expectativa é mapear todos os setores até abril. Oportunidades Para o consultor da área de consultoria esportiva da Crowe Horwath RCS, Amir Somoggi, há muitas chances para as pequenas e médias empresas que desejam se inserir no mercado do futebol, basta que elas explorem melhor as possibilidades. “Hoje há a possibilidade de trabalhar não apenas com os backdrops e uniformes, mas com mídias segmentadas, relacionamento com o torcedor e integração da marca a ações, produtos e ideias dentro do espetáculo”, analisa. Para Somoggi, os canais de relacionamento através da internet, as ações voltadas para necessidades do torcedor e a participação em eventos esportivos são ações possíveis para empresas de todos os portes. Além delas, o consultor destaca mais uma possibilidade que pode se abrir para as corporações, tendo em vista o boom de estádios pelo país. “Os naming rights poderão ser grandes oportunidades para as arenas que estão sendo construídas, mesmo as que não sediarão a copa”, alerta. Através dos naming rigths, os clubes comercializam ou alugam o nome de seu estádio, arena ou estrutura por um determinado tempo. Mesmo que a Copa só use efetivamente 12 estádios no País, muitos clubes, empresas e empreiteiras aproveitam o momento para projetar suas arenas e usufruir de oportunidades proporcionadas pelo contexto econômico. Para vislumbrar as perspectivas existentes, no entanto, o especialista sugere que tanto empresas, quanto clubes e envolvidos, mudem a perspectiva de abordagem do esporte. “É inevitável que o País passe a pensar em esporte como entretenimento, não apenas como atividade em si. É preciso pensar as experiências que podem ser proporcionadas através do evento, as expectativas e sensações que podem estimular e divertir os consumidores, inclusive na hora de projetar as novas arenas”, aponta. Marca Uma das possibilidades apontadas pelo especialista é o licenciamento de produtos – que permite negociações tanto para grandes quanto para microempresas. “É um mercado que evoluiu muito nos últimos anos, mas que ainda está muito aquém das possibilidades, se verificarmos que há pelo menos 100 milhões de expectadores, apreciadores ou pessoas ligadas ao futebol de alguma forma no Brasil”, afirma. A análise é que além de se inserirem na produção de itens mais tradicionais comercializados pelos clubes, como camisas, canetas, mochilas e acessórios, as empresas podem apresentar projetos que rompam paradigmas e tragam novidades tanto para o consumidor quanto para os clubes. Fonte: http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=2061843&path=/negocios/empreendedor/mkt_cliente/
|